Inseminação Caseira

Não recomendamos a Inseminação caseira por um conjunto de motivos.

 

Alguns deles estão na matéria: http://extra.globo.com/noticias/rio/rede-social-abriga-arriscado-mercado-de-venda-doacao-de-esperma-17542050.html

 

Abaixo replicamos alguns aspectos dessa matéria e outros relevantes:

 

Médicos alertam que, em função do tempo em que os vírus podem ficar “escondidos” no organismo, essa prática expõe a mulher e — no caso de uma gravidez — o bebê a riscos de contaminação por Aids, hepatites C e B, entre outras doenças.

 

Mais comuns na Europa, esses “pais de aluguel” começam a se multiplicar no Brasil e atuam em três modalidades: AI (sigla em inglês para inseminação artificial), NI (inseminação natural, ou seja, sexo), e PI (inseminação parcial, quando o doador se masturba, e a penetração ocorre apenas para ejaculação). Links direcionam para páginas que vendem kits de armazenamento de sêmen para envio expresso por correio. Alguns preferem o anonimato. Outros marcam encontros em casa ou em hotel. Tudo previamente combinado, afirmam os envolvidos. Tudo absolutamente inseguro, alertam os médicos.

 

Esse tipo de doação direta, sem triagem nem acompanhamento médico especializado, é totalmente não recomendável. Nas clínicas de fertilização, o doador passa por triagem clínica e por exames para descartar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como Aids e hepatite C. Só então, colhe a amostra de esperma, que é congelada em nitrogênio líquido, para que os espermatozoides fiquem preservados. Os exames são repetidos seis meses depois, para evitar a chamada janela imunológica, quando o vírus ainda não aparece nos testes. Só então a amostra é liberada — explica Adelino Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.

 

Algumas clínicas vão além e oferecem exames que eliminam mutações genéticas. Nas trocas de mensagens no Facebook, muitos exigem a apresentação de exames descartando DSTs, atestados de saúde e histórico de doenças da família. Há quem ache melhor do que nada, mas a medida está longe de garantir segurança ao método de “doação a fresco”. Aqui, os riscos são reais e podem ser fatais ou levar à infertilidade definitiva por DSTs.

 

Apesar de a doação de esperma não ser remunerada no Brasil, por determinação da lei, uma amostra, suficiente para uma inseminação, custa nas clínicas de fertilidade entre R$ 2.500 e R$ 3 mil, em função dos custos envolvidos. Somem-se a esse valor o preço do tratamento de inseminação intrauterina, cuja taxa de sucesso gira em torno de 20%; ou de fertilização in vitro, com 40% de taxa de sucesso. Nessa etapa, os gastos variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil, por tentativa. Em todo o país, apenas 12 serviços oferecem tratamento contra infertilidade pelo SUS. Nenhum no Rio de Janeiro. Na escassez de oferta, forma-se um mercado alternativo de alto risco.

 

Além disso, não há controle populacional. Portanto, crianças frutos do mesmo doador podem vir a ser encontrar e se envolver sexualmente no futuro, sem saber que são "irmãos" genéticos.

 

A efetividade de se inserir sêmen por meio de uma seringa na vagina é de 4% a 5% — esclarece Assumpto Iaconelli Junior, diretor do Fertility Medical Group.

 

Inseminação com Dador Conhecido - Esta opção é a mais barata, mas implica alguns riscos. Em primeiro lugar, como o dador é sempre conhecido, isto significa que se o projeto de parentalidade desejado não incluir o dador enquanto figura parental, não há garantia que o dador mais tarde não mude de ideias e a qualquer altura decida perfilhar a criança.Outro possível problema é no futuro o doador querer chantagiar por "direitos"à criança.

 

Preocupaçōes com questōes jurídicas são reais, pois quem opta por essa aparente facilidade financeira pode acabar gastando muito mais com uma ação judicial futura.

 

O segundo risco é que, ao contrário do que acontece num banco de esperma, a doação de esperma não é submetida a controle e testes rigorosos, que garantam que o dador não é portador de uma Infeção Sexual Transmissível (IST) ou, até mesmo, de doenças genéticas importantes. Portanto, ao escolher um dador conhecido, a não ser que o mesmo efetue testes e permaneça pelo menos 6 meses sem qualquer atividade sexual, até ao momento de doação, é impossível ter-se a certeza no momento de doação e da inseminação que o seu sémen é completamente saudável e não coloca a saúde da mulher inseminada em risco.

 

 

Programa de Ovodoação Compartilhada

 

A opção para ter um tratamento acompanhado por um profissional adequado e baratear seu tratamento é ser doadora de óvúlos. Assim, a mulher que receber seus óvulos pagará pelo tratamento dela e pelo seu.

 

O Programa de Ovodoação Compartilhada consiste no tratamento de duas pacientes simultaneamente: uma doadora e uma receptora de óvulos.  Estas pacientes tem em comum a indicação para um tratamento de FIV (trompas obstruídas e idade, orientação sexual, por exemplo), avaliação médica e genética normais, testes negativos para doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis e características comuns.  A paciente doadora, com menos de 35 anos, doa parte de seus óvulos a uma outra paciente (RECEPTORA) terminantemente proibido por estabelecer vinculo financeiro ao tratamento de doação.

 

Os óvulos podem também ser adquiridos através de Bancos de Óvulos, dos quais se escolhem as doadoras com maior semelhança com o casal.  Da mesma forma que os doadores de sêmen,  as doadoras de óvulos passam por uma avaliação genética e testes criteriosos para se descartar a presença de doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis.

 

 

Inseminação com Dador de Banco de Esperma


Esta opção é a mais segura. Conforme o país ou o banco de esperma é possível escolher entre um dador completamente anônimo ou um dador de identidade aberta (ver o tópico “Doador Anônimo ou Dador de Identidade Aberta” na seção “Inseminação em Clínica no Estrangeiro” que consta em baixo nesta página) e obter alguns casos alguma informação sobre o doador, mas ao mesmo tempo garantir que o mesmo não tem direitos parentais sobre a criança gerada por via da inseminação.

 

Alguns bancos de esperma, mediante uma autorização médica, enviam diretamente para uma morada privada (ex.: em casa) unidades de esperma não lavado (ICI) ou lavado (IUI) para inseminação vaginal. O esperma não lavado, que existe geralmente para inseminação cervical (ICI = intracervical insemination) ou vaginal, inclui fluído seminal.

 

Geralmente tem menor quantidade de espermatozóides, mas estudos indicam que não há taxas de sucesso superiores em inseminações com mais de 10 milhões de espermatozóides. As quantidades nas unidades disponibilizadas para ICI garantem este número ou até mesmo, geralmente, um número superior.

 

No entanto, há casos de mulheres ou casais que preferem utilizar unidades de esperma lavado (IUI = intrauterine insemination), porque não tendo o fluído seminal, a amostra tem valores mais concentrados de espermatozóides. Não está claro, porém, se este fato aumenta a taxa do sucesso numa inseminação vaginal. As unidades IUI são, aliás, especialmente preparadas para inseminações intra-uterinas, ou seja, inseminações diretamente no útero, que é um procedimento, pelos riscos de infeção que implica, só deve ser feito por um técnico de saúde especialmente preparado e num ambiente clínico.

 

Por outro lado, o fluído seminal existente nas unidades ICI é importante para os espermatozóides sobreviverem melhor quando em contacto com o ambiente ácido da vagina, como acontece numa inseminação vaginal. Como geralmente as unidades IUI são mais caras que as ICI, talvez o fator financeiro seja algo a ponderar, mas têm sido reportadas gravidezes por inseminação caseira, tanto via unidades ICI como IUI.

 

A diferença entre esperma fresco de um dador conhecido e o esperma congelado oriundo de um banco de esperma é a quantidade da amostra, de espermatozóides nela e o tempo de sobrevivência dos espermatozóides no útero, após a inseminação. O esperma congelado tem uma quantidade menor de espermatozóides porque a amostra por unidade é mais pequena e até metade deles podem morrer no processo de descongelamento (mas, como já referido, se o número mínimo de espermatozóides por inseminação for de 10 milhões, o que geralmente está garantido nas unidades dos bancos de esperma, não haverá diferença significativa).

 

Por outro lado, se os espermatozóides numa amostra fresca podem viver até 5 dias no útero, no caso de esperma congelado, os espermatozóides sobrevivem geralmente 24h, no máximo 36h. Contudo este fator não é necessariamente um problema, se a inseminação caseira for bem agendada, como iremos ver mais adiante.

 

Por fim, embora não seja regra,  em alguns casos, ao recorrer a um banco de esperma, é possível ter acesso a muitos dados sobre o dador (historial clínico pessoal e familiar, entrevista escrita e/ou gravada, foto em criança, carta de motivação, etc.).

 

No Brasil, só clínicas devidamente autorizadas podem efectuar importação de esperma e não existe qualquer banco de esperma que venda (ou possa vender) unidades para inseminação em casa.

 

 

Fazer uma inseminação caseira


Para maximizar o sucesso de uma inseminação caseira é necessário seguir alguns procedimentos, nomeadamente conhecer o seu próprio ciclo menstrual e utilizar métodos para prever a janela de tempo de ovulação.

 

A maioria das mulheres tem um ciclo regular de 28 dias ou que se encontra muito próximo (seja menos ou mais alguns dias) deste valor ou que varia de mês em mês, conforme ovula do ovário esquerdo ou do direito, por exemplo. O ideal é começar, o mais cedo possível, a registar o dia em que surge o período todos os meses, seja num caderno, numa agenda ou, ainda melhor, num site ou até mesmo numa aplicação no telemóvel criados para esse fim, durante 6 meses (mas se for durante menos tempos, não tem problema desde que se conheça bem o seu ciclo menstrual).

 

Para além do dia de menstruação, considerado o primeiro dia do ciclo, é necessário saber o dia de ovulação. Isso pode ser conseguido pelo método de Medição da Temperatura Basal do Corpo (BTT = Basal Body Temperature), feito com termómetro próprio que pode ser comprado na farmácia ou parafarmácia, ou através de Testes de Ovulação (OPK = Ovulation Predictor Kit). O primeiro é mais moroso e exige que seja tirada, todos os dias, a primeira temperatura logo de manhã, na cama, após se acordar e sem ter-se levantado ainda, enquanto o segundo é um pouco mais rápido e descomplicado, porque é um simples teste à urina que pode ser feito em qualquer lugar, mas possivelmente mais dispendioso.

 

Os Testes de Ovulação disponíveis nas farmácias ou parafarmácias são geralmente de pouca variedade e caros (Clearblue, Predictor, Fertifacil). É possível comprá-los mais baratos, ou até mesmo outras variedades e marcas bem mais em conta, recorrendo a sites estrangeiros europeus. Outra forma de detectar se se está próximo da altura de ovulação é através do Muco Cervical e a Posição do Cérvix, mas estes são geralmente considerados métodos complementares aos dois já referidos e não suficientes por si para quem está a tentar programar uma inseminação artificial.

 

Se detectar que o seu ciclo menstrual é irregular (muito longo ou muito curto ou que ovulação não acontece sempre) é importante consultar um(a) médico(a) primeiro, porque será necessário compreender as causas e fazer os tratamentos necessários. Geralmente ciclos irregulares estão associados a condições como Ovários Policísticos ou Fase Lútea Deficiente que são factores relevantes para maior ou menor fertilidade e, consequentemente, implicam maiores ou menores dificuldades em en

 

No Brasil, só é possível fazer inseminação clínica com um doador de banco de esperma absolutamente anônimo. Aliás, por aqui, são oferecidos, geralmente, muito poucos dados sobre o doador e muito poucas opções de escolha sobre as suas características, o que não é um problema para muitas mulheres, mas não é a situação ideal para outras.

 

Em outros países, onde também é permitida a inseminação para mulheres solteiras ou casais de mulheres, como a Bélgica, o Reino Unido, os Países Baixos, a Suécia e a Dinamarca é, contudo, possível ou é até mesmo só permitido (como no caso do Reino Unido e da Suécia) a inseminação com doador de banco de esperma de identidade aberta, ou seja, um doador que dá autorização a que as crianças geradas pela sua doação possam conhecê-lo depois dos 18 anos, se assim desejarem ou até mesmo que se tenha acesso a informações médicas em caso de problemas de saúde graves que o possam exigir, sem que exista qualquer implicação ou perigo no que respeita aos direitos parentais do casal ou mulher que recorreu à inseminação.

 

Não há dados consensuais sobre o efeito numa criança gerada a partir de doador anônimo do fato de não poder conhecer o doador que contribuiu para a sua gestação, por isso esta é uma escolha muito pessoal de cada casal ou mulher. No entanto, há orientações muito claras sobre como agir quando a criança começar a perguntar sobre de onde veio e sobre quem é o doador: o recomendado é responder a verdade às crianças (geralmente elas começam a fazer perguntas sobre quem é o seu “pai” entre os 3 e os 5 anos), numa linguagem apropriada à sua idade, explicando que um homem anônimo quis ajudar a mãe (ou as mães) a concebê-lo/a, que é um doador, mas não o seu pai. De fato, um doador é um doador e não um pai, portanto deve-se procurar evitar usar a palavra “pai”, que tem uma carga emocional diferente.

 

Como já referido no tópico “Inseminação Caseira”, embora não seja regra, em alguns casos, ao recorrer a um banco de esperma, é possível ter acesso a muitos dados sobre o dador (historial clínico pessoal e familiar, entrevista escrita e/ou gravada, foto em criança, carta de motivação, etc.), sendo os bancos de esperma americanos e dinamarqueses, que vendem esperma para qualquer país, um exemplo nesta área.

 

 

Dicas para engravidar com inseminação artificial caseira

 

  • Faça exames

 

  • Antes de tentar a IA, procure por um especialista em fertilidade, para ter certeza que não tem problemas que a impeçam de ficar grávida ou para ter uma gravidez saudável. A IA pode ser cara e, se a mamãe esperançosa não ovular regulamente, então ela pode precisar de assistência de um especialista em fertilidade, para evitar desperdiçar seus recursos financeiros. A IA pode ainda ser feita em casa, mas remédios para fertilidade podem ser necessários para auxiliar no processo.

 

  • Instrua-se

A educação sobre o processo de IA e o que é necessário ser feito é muito importante. A futura mãe deve se instruir tanto quanto possível para que conheça os índices de falhas e sucessos. Pesquisar como o procedimento é feito e encontrar informações de como fazer em casa pode ajudar com o planejamento. Também peça informações para um ginecologista obstetrício.

 

  • Faça um kit de inseminação

Obtenha um kit de inseminação. Eles podem ser comprados como kit ou em itens individuais. O sucesso da IA depende em como o esperma será injetado na mulher. Uma seringa sem agulha ou uma seringa oral para remédios pode funcionar para a inseminação. Uma toalha macia ou um pano e travesseiros serão necessários. Os travesseiros precisarão ser colocados para elevar os quadris e a toalha ou o pano captarão qualquer líquido que saia depois da injeção.

 

  • Monitore o ciclo

Monitorar os períodos férteis no ciclo é o aspecto mais importante para uma IA bem-sucedida. Se a inseminação for feita quando a mulher não está fértil, o sêmen será desperdiçado. O ciclo pode ser monitorado com medição da temperatura basal e/ou kits de ovulação. Por pelo menos três meses antes de fazer a IA, a mamãe esperançosa deve medir sua temperatura basal corporal. Tanto um termômetro comum ou um termômetro digital de temperatura basal deve ser usado para que as variações em graus possa ser monitorada. As flutuações são muitas vezes em alguns centésimos de grau e um termômetro normal não mostra isso. Essa medição deve ser feita ao acordar, depois de pelo menos algumas horas de sono. O termômetro de temperatura basal corporal deve ser mantido perto do alcance da mulher onde ela dorme com um bloco de anotações ou gráfico para anotar os resultados. O período de três meses antes de tentar engravidar é para determinar quando a ovulação geralmente ocorre. Tipicamente, a temperatura basal corporal de uma mulher será basicamente a mesma todos os dias. No dia da ovulação, a temperatura cai drasticamente e então sobe. Se a gravidez ocorrer, é geralmente quando a temperatura permanece alta por 16 ou 18 dias após a ovulação. Isso deve ser sentido por pelo menos um mês depois do possível teste positivo da gravidez. Os médicos podem receitar um kit de ovulação ou eles podem ser comprados diretamente em farmácias. Os que têm prescrição são mais caros, mas eles possuem a vantagem de poder ser usados por mais do que os sete dias que um kit simples oferece. O kit de ovulação geralmente dará uma margem de três dias para fazer a inseminação. Em geral, com esperma de um banco de espermas, a inseminação pode ser feita dentro de 24 horas da ovulação. Esse kit oferece instruções de como determinar quando a ovulação vigente ocorre.

 

  • Posicionamento

Nem todos os médicos concordam que a posição ajuda a alcançar a gravidez, mas não fará mal. A posição mais recomendada é deita de 15 a 20 minutos com os quadris levantados depois da inseminação. Como em uma concepção normal, um orgasmo é recomendado na inseminação da mulher, mas não há evidência de que ter um orgasmo afeta nas chances de gravidez. A penetração deve ser evitada.

© 2016 POR ANA LODI

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